[Download] Mandala da Tomada de Decisão + Passo a Passo

 

 

mandala de tomada de decisão - virginia gherard - liderança

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Observamos que em diversos momentos as pessoas necessitam lidar com situações sob pressão, levando-as à decisões inadequadas. Neste contexto, estes profissionais tomam decisões sem uma análise lógica, de forma impulsiva e de forma mais subjetiva, potencializando riscos e consequências negativas nas organizações. Percebo também, que esta questão torna-se mais critica quando envolve a relação com o outro, seja no contexto da liderança ou na gestão de recursos humanos. Pensando nisso, à partir dos estudos envolvendo o processo decisório, compartilho com vocês uma ferramenta, criada para auxiliar na ampliação da objetividade e qualidade na tomada de decisão.  Assim, a Mandala da Tomada de Decisão é uma ferramenta que se propõem a estimulá-lo a uma perspectiva mais racional, sistematizando a análise critica das informações e ampliando a tomada de consciência antes de suas decisões.

 

Como usar a ferramenta – Passo a Passo:

Procure responder às 5 questões, envolvendo o a tomada de decisão. À medida que repassá-las reflita e marque na Mandala da Tomada de Decisão, de acordo com o nível de profundidade e qualidade de sua análise. Utilize para tal, os conceitos descritos à seguir. Se os itens analisados forem identificados no nível Eficaz, sua decisão terá grandes chances de ser tomada de forma mais consciente e adequada ao contexto. Se não, antes de tomar sua decisão, avalie a possibilidade de retomar suas análises, ampliando a qualidade de suas informações.

INSUFICIENTE – Não há uma base consistente de informações (faltam fatos e dados), gerando decisões impulsivas e o profissional se deixa levar pelo “piloto automático”, sendo conduzido na maioria das vezes pelas demandas do dia a dia. Desta forma, tanto a análise envolvendo a necessidade como as ações na tomada de decisão, são frágeis, levando a iniciativas com consequências desastrosas ou resultados ineficientes.

POUCO EFICIENTE – Quando o profissional até identifica informações, entretanto estas são de baixa qualidade gerando insegurança na tomada de decisão. As análises são superficiais e representam uma “aposta” inadequada. Tendem a ocorrer via escolhas baseadas na tentativa e erro e geralmente estão justificadas pela falta de tempo no processo de análise.

EFICIENTE – Quando o profissional busca respostas baseadas em fatos e dados, potencializando conclusões mais consistentes. Desta forma, as análises ocorrem via informações objetivas, minimizando inseguranças. Entretanto, apesar de conscientes, demandam  análises mais sistêmicas.

EFICAZ: Quando o profissional além de identificar respostas adequadas para as questões, consegue realizar análises, contextualizando e obtendo uma visão sistêmica. Assim, além de avaliar os melhores caminhos, amplia o olhar considerando o contexto mais amplo na tomada de decisão.  Normalmente envolve a pergunta:  apesar de corretas, estas são as decisões mais adequadas? Há uma visão mais à longo prazo, considerando a complexidade do cenário e das consequências.

 

Orientação para a interpretação da análise realizada:

– Caso identifique em sua análise, que suas informações apontam para o nível insuficiente ou pouco eficiente, avalie a possibilidade de ampliar o nível de profundidade das informações obtidas. Neste caso, redobre sua atenção às consequências decorrentes de sua decisão. Estas, poderão ser desastrosas!

– Caso sua analise aponte para  o nível eficiente, você está no caminho certo. Entretanto, certifique-se da necessidade de ampliar sua visão estratégica, especialmente se ocupar cargo de liderança na empresa. Pergunte-se: mesmo considerando que estou decidindo de forma correta, é o que eu deveria realmente fazer?

– Caso sua análise o leve a perceber seu nível de decisão como eficaz, além de identificar de forma  adequada as informações, provavelmente você está decidindo de forma mais estratégica e consciente.

 

Importante:

1- Nem sempre você terá todas as informações para uma decisão adequada, entretanto, quanto maior o impacto de sua decisão, maior será a necessidade da análise critica deste processo.

2- Por vezes, não tomar a decisão, pode ser tão critico como tomar com certo risco!

3- Além desta análise e após a decisão tomada, você precisa acompanhar os resultados, verificando se sua projeção foi realmente adequada ao contexto. Caso necessário, retome o processo de análise, aproveitando a curva de aprendizagem!

Procure colocar em prática e compartilhe conosco os resultados obtidos. Será um prazer receber também suas possíveis contribuições e considerações, afinal, acreditamos  na melhoria contínua sendo a busca do aprimoramento o princípio fundamental da excelência!

 

Confiança na Cultura Organizacional

Um fato real é que a crise econômica já está instalada. Os meios de comunicação e, claro, as próprias empresas vem discutindo e levantando abordagens para amenizar esse problema por várias linhas de pensamento. Nenhuma novidade, até aí.  Mas, entre as milhares de ameaças que desestabilizam corporações nos tempos de turbulência, a “Confiança”, essa que precisa existir dos colaboradores para a empresa, é a menos citada e, provavelmente, a mais importante. Principalmente, nas estratégias de atuação dos que dizem respeito aos profissionais de RH.

Essa ameaça pode ser transformada em oportunidade à medida que as corporações desenvolverem as relações entre os colaboradores no ambiente de trabalho. É justamente este o gancho que liga a importância da gestão de pessoas em tempos difíceis. O que diferencia e acentua esta crise das demais é a falta de credibilidade nas instituições que nos representam. E cabe aqui uma observação: as empresas também fazem parte desta lista.

É fundamental que as empresas passem uma imagem de credibilidade para que as pessoas confiem nas organizações onde trabalham. Contudo, essa confiança só acontecerá quando cada colaborador se sentir inserido nos propósitos organizacionais, quando cada indivíduo sentir que faz parte da missão, visão e objetivos da organização. Para isso, é necessário um estreitamento nas relações entre os níveis hierárquicos da corporação, a fim de que os gestores estejam mais próximos da equipe.

Esta proximidade gera transparência, que é outro ponto importante para a gestão de pessoas. A empresa não deve esconder o jogo, sobretudo nos momentos de crise, pois ao agir de forma transparente deixará evidente para todos que a eventual necessidade de se tomar medidas austeras é momentânea. Assim, é possível mostrar o quanto cada funcionário é respeitado e o quanto cada um deles é importante para enfrentar os desafios que se apresentam.

Independentemente do momento em que vivemos, o que temos visto é que os profissionais cada vez mais estão sendo seletivos ao escolher onde irão construir suas carreiras e buscam locais onde encontram um alinhamento dos seus valores pessoais com os organizacionais. E isso, faz toda diferença. Principalmente agora.

 

Referências: Fabiano Goldacker; Marcos Zick;