Confiança na Cultura Organizacional

Um fato real é que a crise econômica já está instalada. Os meios de comunicação e, claro, as próprias empresas vem discutindo e levantando abordagens para amenizar esse problema por várias linhas de pensamento. Nenhuma novidade, até aí.  Mas, entre as milhares de ameaças que desestabilizam corporações nos tempos de turbulência, a “Confiança”, essa que precisa existir dos colaboradores para a empresa, é a menos citada e, provavelmente, a mais importante. Principalmente, nas estratégias de atuação dos que dizem respeito aos profissionais de RH.

Essa ameaça pode ser transformada em oportunidade à medida que as corporações desenvolverem as relações entre os colaboradores no ambiente de trabalho. É justamente este o gancho que liga a importância da gestão de pessoas em tempos difíceis. O que diferencia e acentua esta crise das demais é a falta de credibilidade nas instituições que nos representam. E cabe aqui uma observação: as empresas também fazem parte desta lista.

É fundamental que as empresas passem uma imagem de credibilidade para que as pessoas confiem nas organizações onde trabalham. Contudo, essa confiança só acontecerá quando cada colaborador se sentir inserido nos propósitos organizacionais, quando cada indivíduo sentir que faz parte da missão, visão e objetivos da organização. Para isso, é necessário um estreitamento nas relações entre os níveis hierárquicos da corporação, a fim de que os gestores estejam mais próximos da equipe.

Esta proximidade gera transparência, que é outro ponto importante para a gestão de pessoas. A empresa não deve esconder o jogo, sobretudo nos momentos de crise, pois ao agir de forma transparente deixará evidente para todos que a eventual necessidade de se tomar medidas austeras é momentânea. Assim, é possível mostrar o quanto cada funcionário é respeitado e o quanto cada um deles é importante para enfrentar os desafios que se apresentam.

Independentemente do momento em que vivemos, o que temos visto é que os profissionais cada vez mais estão sendo seletivos ao escolher onde irão construir suas carreiras e buscam locais onde encontram um alinhamento dos seus valores pessoais com os organizacionais. E isso, faz toda diferença. Principalmente agora.

 

Referências: Fabiano Goldacker; Marcos Zick;