Mulheres no mercado de trabalho: um desafio para o RH

Mulheres estudam e se qualificam mais, mas enfrentam desafios por viverem jornadas duplas

O assunto está em pauta em todos os lugares e contradiz o que muitos viram na escola: existe mesmo igualdade entre homens e mulheres no Brasil? O tema ainda é um desafio para o mercado de trabalho, que carece de políticas que possam reter talentos femininos com a mesma habilidade em que elas acumulam diversas funções.

Na minha percepção, os novos empresários já não têm o mesmo preconceito que os antigos porque já nasceram vendo as mães trabalhando. A tecnologia também facilita nesse aspecto. Atividades que antes restringiam a presença feminina por serem consideradas ‘pesadas’, hoje são coordenadas por elas com auxílio de equipamentos: mulheres operam ônibus, caminhão e outros pesos-pesados com facilidade. O fato de serem minoria nas áreas mecânicas está, na maioria das vezes, ligado ao fato de elas apresentarem alta qualificação para as vagas, o que é um ótimo sinal.

A alta qualificação, no entanto, confirma o preconceito sob outra perspectiva: embora mais dedicadas e qualificadas, as mulheres ainda recebem menos que os homens. O fato de terem jornada dupla e optarem por reservar cuidados a família e a outros afazeres, colocam as mulheres no alvo de discriminações no mercado.

Com o desafio posto, cabe ao RH também se posicionar para que o preconceito contra mulheres no mercado de trabalho não se perpetue: é preciso que o empresariado trabalhe cada vez mais competências na seleção, independente de gênero, e que tenham uma visão ampla de mercado para perceberem as oportunidades que as mulheres podem proporcionar a cada negócio.